Fatores de Risco

Antes de tomar uma decisão de investimento, os potenciais investidores devem considerar cuidadosamente todas as informações disponíveis neste website, em especial os riscos mencionados abaixo. Os negócios, situação financeira e resultados de operações da BRMALLS podem ser adversa e materialmente afetados por quaisquer desses riscos e, por conseguinte, impactar negativamente os títulos emitidos pela Companhia. Os riscos descritos abaixo são aqueles conhecidos pela BRMALLS e que acredita-se podem afetar de maneira relevante a Companhia. Riscos adicionais não conhecidos pela BRMALLS ou irrelevantes também podem afetar os seus negócios.

1) Riscos Relacionados à Companhia e ao Setor de Shopping Centers

  • Condições econômicas adversas nos locais onde estão localizados nossos Shopping centers podem afetar adversamente os níveis de ocupação e locação dos espaços e, consequentemente, causar um efeito adverso para nós.
  • Os resultados operacionais dos Shopping centers nos quais temos participação e/ou administramos dependem do movimento de consumidores e das vendas geradas pelas lojas neles instaladas.
  • Poderemos ser adversamente afetados em decorrência do não pagamento de aluguéis pelos inquilinos, da revisão dos valores dos aluguéis pelos inquilinos ou do aumento de vacância nas lojas dos nossos Shopping centers.
  • A construção de novos Shopping centers próximos aos nossos poderá requerer investimentos não programados e/ou dificultar a nossa capacidade em renovar locações ou locar espaços para novos lojistas, causando um efeito adverso para nós.
  • Prestamos serviços de administração a Shopping centers sob contratos sujeitos a rescisão ou não renovação. Caso alguma dessas hipóteses ocorra, podemos ser afetados de forma adversa.
  • Podemos não ser bem-sucedidos sem nossas aquisições.
  • Compartilhamos o controle de nossos Shopping centers com outros investidores que podem ter interesses divergentes e competitivos em relação aos nossos.
  • Na qualidade de proprietário dos imóveis nos quais se encontram os Shopping centers nos quais temos participação, estaremos eventualmente sujeitos ao pagamento de despesas extraordinárias, as quais podem causar um efeito adverso para nós.
  • Perdas não cobertas pelos seguros por nós contratados podem resultar em prejuízos, o que poderá causar efeitos adversos para nós.
  • O fato de nossos Shopping centers serem espaços públicos pode gerar consequências que fogem do controle de sua administração, o que poderá acarretar danos materiais à imagem de nossos Shopping Centers, além de poder nos gerar eventual responsabilidade civil.
  • Decisões desfavoráveis em processos judiciais ou administrativos podem causar efeitos adversos para nós
  • Podemos não conseguir implementar integralmente nossa estratégia de negócios.
  • Riscos relacionados à terceirização de parte substancial de nossas atividades podem nos afetar adversamente.
  • Nossa participação em sociedades com terceiros ou outras formas de parcerias (joint ventures), criam riscos adicionais para nós, incluindo potenciais problemas de relacionamento financeiro e comercial com nossos sócios.
  • A operação regular de nossos Shopping centers depende fundamentalmente de serviços públicos, em especial os de água e energia elétrica. Qualquer diminuição ou interrupção desses serviços poderá causar dificuldades na operação de nossos Shopping centers e, consequentemente, nos afetar adversamente.
  • Aumentos no preço de matérias-primas poderão elevar nossos custos e reduzir os retornos e os lucros.
  • O setor de Shopping centers no Brasil é altamente competitivo, o que poderá ocasionar uma redução do volume de nossas operações.
  • Os contratos de locação no segmento de Shopping centers possuem características peculiares e podem gerar riscos à condução dos nossos negócios e causar efeito adverso para nós.
  • Alguns de nossos Shopping centers são partes em contratos administrativos com o objetivo de expandir suas instalações a partir da utilização de áreas públicas e, assim, estão sujeitos aos princípios do direito público.
  • O setor de Shopping centers está sujeito à regulamentação, que poderá implicar maiores despesas ou obstrução ao desenvolvimento de determinados empreendimentos, causando um efeito adverso para nós.
  • Nossas aquisições futuras podem ser contestadas pelas autoridades concorrenciais brasileiras.

2) Riscos Relacionados a Fatores Macroeconômicos

  • Risco de Taxas de Juros e Inflação: Nossa dívida em Real está sujeita a variações do IGP-M (Índice Geral de Preços - M / Fundação Getúlio Vargas (FGV)), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo / Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)), TR (Taxa Referencial), TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo/ Banco Central do Brasil) e do CDI (Taxa dos Depósitos Interbancários). Dentre estas dívidas, aquelas que incorremos em riscos de mercado são aquelas para as quais realizamos o swap da taxa original com objetivo de proteção. Para todos os swaps, realizamos análise de sensibilidade em cenários de estresse para que pudéssemos ter alguma previsibilidade sobre as possíveis perdas a mercado. Lembramos, ademais que estas marcações a mercado impactam o resultado financeiro, porém não são efeitos caixa.
  • Risco Cambial: O principal efeito da variação cambial está relacionado a parcela do principal do Bônus Perpétuo, que não representa nenhum efeito caixa. Companhia por sua vez contratou hedge, através de swaps, para proteger sua exposição caixa em moeda estrangeira referente ao Bônus Perpétuo até 2020. Além disso, as oscilações da taxa de câmbio e da curva do CDI alteram a marcação a mercado dos swaps do cupom do bônus perpétuo.
  • Risco de Crédito: Nosso risco de crédito se caracteriza pelo não cumprimento, por um cliente ou uma contraparte em um instrumento financeiro, de suas obrigações contratuais. Nossas operações estão relacionadas à locação de espaços comerciais e à administração de Shopping Centers. Nosso Contas a Receber de aluguéis e outros créditos são relacionados principalmente aos lojistas dos Shoppings Centers de onde detemos participação. O aumento da taxa de inadimplência dos lojistas pode ter efeito adverso em nossa receita bruta, uma vez que não temos como garantir o recebimento de 100% dos valores devidos.
  • Riscos de liquidez: Diferenças entre os investimentos por nós realizados e os valores orçados podem impactar negativamente o nosso fluxo de caixa. Adicionalmente, possíveis reduções na geração de caixa projetada podem ter impacto em nossa capacidade de realizar investimentos adicionais em aquisições de participações em Shoppings Centers, no desenvolvimento de novos centros de compras e na expansão do nosso portfólio
  • Risco de Preço: As receitas da Companhia dependem diretamente da sua capacidade de locar os espaços disponíveis nos empreendimentos em que participa. Condições adversas podem reduzir os níveis de locação, bem como restringir a possibilidade de aumento do preço das locações.

3) Riscos Relacionados às Ações

  • A política de remuneração dos nossos executivos está intimamente ligada à performance e à geração de resultados da Companhia, o que pode levar a nossa administração a dirigir os nossos negócios e atividades com maior foco na geração de resultados no curto prazo.
  • Poderemos vir a precisar de capital adicional no futuro, por meio da emissão de ações ou de valores mobiliários conversíveis em ações, ou adquirir outras sociedades mediante fusão ou incorporação, o que poderá resultar em uma diluição da participação do investidor no nosso capital social.
  • Nossos acionistas poderão não receber dividendos ou juros sobre o capital próprio.
  • A volatilidade e a iliquidez inerentes ao mercado de valores mobiliários brasileiro poderão limitar substancialmente a capacidade de os investidores venderem ações ordinárias de nossa emissão ao preço e no momento desejados.